O supermercado do futuro

28 mar
2016

Previsões sobre compras no futuro (ou presente)

A tecnologia está cada vez mais presente no nosso cotidiano, não só como profissionais do marketing (que devem aproveitar destas inovações para se destacar no mercado), mas também como consumidores.

Em minhas aulas na disciplina de Marketing sempre dou exemplos de supermercados, pois lá muito coisa acontece. Seja para entender a ciência dos preços ou até discutir o comportamento do consumidor.

Dias destes publiquei no meu perfil do Facebook um vídeo de um projeto de supermercado do futuro. Que você pode conferir agora:

Não consegui encontrar de quem é o projeto (se alguém souber, por favor, deixe nos comentários), mas é interessante imaginar uma certa automatização e uma ideia de fazer compras à la drive-thru.

Este vídeo foi compartilhado centenas de vezes em nossa página do Facebook, mas fui surpreendido com o comentário do meu amigo André Souza, que é designer na Apple e mora na Califórnia há algum tempo, segue comentário integral:

Andre Souza: Achei bonitinho e bobo. O futuro é fazer comprar pelo seu smartphone e entregarem na tua casa. No Vale do Silício isso é bem comum, e gradativamente também nos países desenvolvidos. Faz uns 3 anos que quase não vamos ao mercado. Serviços como Google Express, Instacart, Farm Fresh for you, permitem escolher os items e automatizar suas compras. Desde produtos de higiene e limpeza até alimentos orgânicos direto do produtor. Chega tudo no mesmo dia. Você tem atualizações em tempo real do seu entregador e dos produtos disponíveis em estoque. O custo adicional é quase que insignificante em face à extrema conveniência. Poder fazer compras 1:00 da madrugada 5 minutos antes de cair no sono e ter tudo entregue na porta de casa cedinho no dia seguinte pra fazer seu café da manhã é de uma conveniência imbatível. Cada vez mais os consumidores irão ao supermercado pela experiência pessoal do ambiente (café, restaurante, delicatessen, sessão de vinhos e chocolates, mini feira de produtores orgânicos etc) e não pela compra em si. O Whole Foods é uma rede americana de supermercados que tem apostado nisso. suas lojas têm delicatessens com mesas e até Pubs com cervejas locais. Isso porque é MUITO mais conveniente comprar itens frequentes e básicos pelo smartphone. Portanto este vídeo conceito é interessante apenas do ponto de vista de compras rápidas de poucos itens. O que torna tudo parecido com o já bastante antigo modelo de drive-thru – que aliás, tem deixado de ser conveniente pois os drive-thrus estão sempre lotados na América. Frequentemente é mais rápido estacionar o carro, descer e fazer sua ordem no balcão do que esperar pela fila do drive-thru. Com sistemas de pagamento como Apple Pay e serviços/aplicativos de compra cada vez mais rápidos, eficientes e simples de usar, a experiência de compras em supermercados vai ter que se transformar. A única maneira que vejo esse modelo do video funcionando é se eu puder fazer a pré-compra pelo celular, e passar em determinado horário apenas para retirar os itens automaticamente. O sistema reconheceria meu smartphone por ibeacons/bluetooth/wi-fi/GPS e automaticamente entregaria meus itens à medida que o carro se aproximasse… o que também já é considerada uma idéia relativamente batida. De resto é meio sem sentido.

Claro que, por mais que o vídeo fosse bacana e fez certo sucesso na rede com  uma ideia diferente, os argumento do meu amigo são coerentes. Por mais que algumas pessoas ainda gostam de ir fazer compras, acredito que é mais comodo a compra via smartphone – ou com esta tendência do IoT acho que num futuro talvez nem tenhamos mais que pedir: a nossa geladeira fará os pedidos e as mercadorias já chegarão e a conta debitada automaticamente. Mas pelo que vejo aqui no Brasil estamos bem atrasados em relação à Califórnia.

Aqui vai uma reportagem que explica um pouco do Instacart, onde o consumidor faz o pedido via celular, e um colaborador da empresa passa nos mercados, compra os itens e entrega na casa em até uma hora.

  
E aí, o que acha? Quero sua opinião nos comentários.

Thiago Martins
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