A psicologia nas mídias sociais

22 fev
2017

E se pudéssemos entender a psicologia das mídias sociais e usar esse conhecimento para aproximar os clientes, dar-lhes mais do que eles querem e criar melhores relacionamentos?

Muitas vezes, sem perceber, somos persuadidos pelos conteúdos que encontramos durante o dia. Seja pela Psicologia das cores no Marketing e seu uso, na utilização de truques psicológicos que fazem você gastar mais em restaurantes ou até truques psicológicos para aumentar o engajamento na internet.

Quem é da área de marketing hoje precisamos estar na internet e gerar engajamento com nosso público (acesse nosso gratuito E-Book de Marketing Digital).

Tudo que curtimos, postamos, comentamos e interagimos dentro das redes sociais trazem muitas informações sobre o seu perfil, sobre aquilo que você gosta ou odeia e aquilo que te faz ter uma reação.

Com base na análise de suas interações, e também na de seus clientes, é possível definir conteúdos mais interativos e que promovam maior engajamento.

Com esse texto você vai entender como funciona a psicologia das mídias sociais, leia e descubra:

Biologia na mídia social: Dopamina e Oxitocina

Dois produtos químicos produzidos em nosso organismo ajudam a contribuir com a atração e o vício em nas mídias sociais, são eles a dopamina e a oxitocina.

Os cientistas costumavam pensar que a dopamina era um ‘prazer’ químico no cérebro, mas agora sabem que o que realmente ela cria é ‘querer’.

A dopamina faz com que procuremos e desejemos algo, ela é estimulada pela imprevisibilidade, por pequenos pedaços de informação e por sugestões de recompensa – praticamente o que podemos encontrar nas mídias sociais.

A atração da dopamina é tão forte que estudos têm mostrado que resistir as redes sociais é mais difícil para as pessoas do que resistir aos cigarros e álcool.

A oxitocina é conhecida como o produto químico do afago e é liberado em situações onde há troca de sentimentos, como beijos e abraços ou quando estamos nas redes sociais!

Alguns estudos mostram que os níveis de oxitocina na utilização das redes sociais se equivale a momentos de maior emoção na vida das pessoas, como os casamentos.

Todos os bons sentimentos que oxitocina traz – sensação de relaxamento, confiança, amor, generosidade – pode vir com as mídias sociais.

Por exemplo, os usuários muito ativos em mídias sociais demostram-se ser mais confiantes do que o usuários normais de Internet.

Assim, entre dopamina e oxitocina, as redes sociais não só vêm com um monte de grandes sentimentos, mas também com uma dificuldade enorme em deixá-las de lado. 

Ações nas mídias sociais sociais

Cada uma das atividades que realizamos dentro das mídias sociais é impulsionada por um fator, buscamos algo com essa ação, mesmo sem ter plena consciência disso.

Porquê postamos?

Não é novidade que gostamos de falar sobre nós mesmos!  

Os seres humanos dedicam cerca de 30-40% de todo o discurso a falar sobre si mesmos. Mas online esse número salta para cerca de 80% dos posts de mídias sociais.

Por quê?

Falar cara-a-cara é confuso e emocionalmente complexo – não temos tempo para pensar sobre o que dizer, temos de ler pistas faciais e linguagem corporal dos ouvintes.

Online, temos tempo para construir e refinar. É o que os psicólogos chamam de auto-apresentação: posicionando-se do jeito que você quer ser visto.

O interessante para os profissionais de marketing é que a maneira mais proeminente que tendemos a trabalhar na auto-apresentação é através das coisas – comprar e adquirir coisas que significam quem somos.

Pense: Roupas, jogos, música e no logotipo em seu notebook agora.

A intensidade de emoção que as pessoas podem sentir por suas marcas favoritas é incrível.

Um experimento tinha como metodologia mostrar a voluntários dois tipos de fotos: o logotipo de uma marca que amava e fotos de seus parceiros e amigos mais próximos.

Sua excitação fisiológica para o logotipo foi tão intensa como a excitação de olhar para um retrato de seu amigo mais próximo.

As coisas – e, por extensão, as marcas – são uma parte enorme de quem somos.

É preciso trabalhar muito duro para descobrir o que é aspiracional sobre a sua minha marca que os seus clientes podem se identificar.

Marcas que podem criar formas de aspiração para a sua comunidade e para interagir com eles não só criam oportunidades de mídia social, mas também a chance de ir além gostos e se transforma em algo duradouro.

Porquê compartilhamos?

Se gostamos de falar tanto de nós mesmos, o que nos faria compartilhar algo de alguém?

Passar informações é um impulso com o qual estamos conectados. Só o pensamento de compartilhar ativa os centros de recompensa do nosso cérebro, mesmo antes de termos feito algo.

Em primeiro lugar, volta à nossa própria imagem: 68% das pessoas dizem que compartilham para dar aos outros uma melhor ideia de quem são e do que eles se importam.

Mas a maior razão que compartilhamos é sobre outras pessoas: 78% das pessoas dizem que compartilham, porque isso os ajuda a ficar conectados às pessoas.

62% das pessoas dizem sentir-se melhor consigo mesmas quando as pessoas reagem positivamente ao que publicam nas mídias sociais.

E como as marcas podem aproveitar isso?  Tendo conteúdos relevantes, algo interessante a dizer e a compartilhar.

Por que curtimos?

44% dos usuários do Facebook curtem um conteúdo publicado por seus amigos pelo menos uma vez por dia, e 29% o faz várias vezes por dia. Fazemos isso porque queremos manter relacionamentos.

Quando gostamos e curtimos posts uns dos outros, acrescentamos valor ao relacionamento e reforçamos essa proximidade. Também criamos um efeito de reciprocidade.

Sentimo-nos obrigados a devolver às pessoas que nos deram, mesmo que de forma pequena. 

Um sociólogo enviou cartões de Natal para 600 estranhos aleatórios e recebeu 200 em troca. Esse é o poder da reciprocidade!

Você vê reciprocidade no Snapchat, onde recebendo um snap você  sente vontade de enviar uma resposta.

E sempre que você receber uma curtida, você provavelmente vai se sentir um pouco tentado a corresponder de alguma forma, seja por uma outra curtida, ou se inscrevendo em uma lista de emails.

Por que comentamos?

Uma pesquisa de mais de 7.000 consumidores descobriu que apenas 23% disseram ter um relacionamento com uma marca. Daqueles que fizeram, apenas 13% citaram frequentes interações com a marca como uma razão para ter um relacionamento.

Os consumidores disseram que valores compartilhados eram um motor muito maior para um relacionamento do que muita interação com uma marca. Isso não quer dizer que os comentários não são poderosos.

Na verdade, eles podem ser de uma incrível ajuda – há um fenômeno conhecido como realidade compartilhada que diz que toda a nossa experiência de algo é afetada por como compartilhamos com os outros.

85% dos usuários dizem que ler as respostas de outras pessoas sobre um tópico nos ajuda a entender e processar informações e eventos.

Isso significa que os comentários realmente têm o poder de mudar nossas mentes, e a ciência apoia isso.

Um estudo em sites de notícias mostrou que comentários que simplesmente atacam o autor, sem fatos, são suficientes para mudar a nossa percepção sobre o tópico.

Por outro lado, comentários polidos – mesmo quando eles são negativos – fazem com que uma marca seja vista como mais honesta.

Aí a importância com relação ao gerenciamento de crises em redes sociais (que você poderá aprender mais aqui).

Basicamente, qualquer comentário sobre você, em qualquer lugar on-line, é para um consumidor um reflexo de que tipo de empresa que você é. Não é exatamente lógico, mas é assim que nossos cérebros funcionam.

Quer saber ainda mais sobre a psicologia das mídias sociais? Acompanhe, baixe nossos materiais gratuitos.

Fonte: Buffer

 

Marketing Sem Gravata
Autor

Deixar comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *